Novo equipamento reduz queda de cabelos provocada pela quimioterapia

A queda dos cabelos é um dos efeitos colaterais mais comuns do tratamento quimioterápico contra o câncer. E é também um dos mais “devastadores”, de acordo com a dermatologista do Centro de Oncologia e Hemoterapia do Einstein dra. Leila Bloch. Um equipamento oferecido aos pacientes do Einstein, porém, promete reduzir a perda capilar e diminuir os traumas provocados pelo tratamento da doença.

“A perda capilar pode lavar a uma imagem corporal negativa, depressão e ansiedade com impacto importante na qualidade de vida, pois o paciente relembra constantemente a sua doença”, afirma a dra. Leila. O efeito colateral pode estar presente mesmo após seis meses do término da quimioterapia.

Cerca de metade dos pacientes consideram a alopecia estigmatizante por tornar o câncer visível. “Metade dos filhos de mulheres com câncer acredita que o pior efeito do tratamento foi a alopecia. Um estudo revelou também que 13% das mulheres com câncer de mama tinham medo de perder o paciente caso tivessem alopecia induzida por quimioterapia.”

O impacto da queda dos cabelos é tão grande que, de acordo com a dermatologista, até 8% dos pacientes escolheriam tratamentos quimioterápicos com resultados menos favoráveis desde que não ocorresse a perda capilar.

Novo equipamento

Ciente disso, o Einstein oferece aos seus pacientes o Orbis Scalp Cooler, um equipamento testado e aprovado por especialistas da Europa e registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e em conformidade com as normas do INMETRO.

O aparelho promove o resfriamento controlado do couro cabeludo do paciente antes, durante e após a administração dos medicamentos quimioterápicos. “O processo reduz o fluxo de sangue para os folículos capilares, minimizando a perda capilar”, explica a dra. Leila.

Ele funciona como um mini refrigerador acoplado a uma touca térmica – por onde passa um gel resfriado e que mantém a temperatura estável. O uso do aparelho deve ser feito em conjunto com as sessões de quimioterapia: meia hora antes do paciente receber o medicamento e até uma hora após o término da quimioterapia.

Indicação

O Orbis Scalp Cooler pode ser utilizado por pacientes com idade igual ou superior a 18 anos e é indicado para vários tipos de câncer. “O fator decisivo para a indicação não é o tipo de câncer, mas o esquema quimioterápico indicado”, afirma a dermatologista. Alguns pacientes podem se queixar do frio e de cefaleia, mas não é necessário interromper o tratamento.

Ele, porém, não é indicado para pacientes com doenças hematológicas, como leucemia, mieloma múltiplo, linfoma não-Hodgkin e outros linfomas generalizados, melanoma com quimioterapia adjuvante ou curativa, além de pessoas com sensibilidade ao frio, crioglobulinemia, criofibrogenemia, distrofia traumática ao frio.

“O principal questionamento em relação ao equipamento é em relação ao risco de metástase cutânea no couro cabeludo, como resultado da menor exposição ao medicamento (quimioterápico). Apesar disso, não há nenhum relato de metástase em pacientes que realizaram o resfriamento e que tinham tumores sólidos.” ​